"Desde que eu nasci eles não conseguiram me segurar
Outro desajustado
Outra cidade em chamas
Não joguei pelas regras
Nunca realmente me importei
Minha reputação ruim me leva a todo lugar
Olho e vejo que não sou apenas eu
Tantos outros estiveram onde estou
Somos os jovens
Então mãos ao alto
Eles nos chamam de criança-problema
Passamos nossas vidas em julgamento
Andamos uma milha eterna
Somos a juventude selvagem
Estamos de pé e não vamos cair
Somos um e um por todos
Está escrito no muro
Somos a juventude selvagem
O chefe grita na minha orelha
Sobre quem eu deveria ser
Coloque um terno da Wall Street
Sorria filho, você vai ficar parecido comigo
Eu disse: "Ei cara, há algo que você saber
Eu lhe direi, a Park Avenue leva ao
Bairro de vagabundos"
Olho e vejo que não sou apenas eu
Estamos bem altos
Nunca haverá dúvidas
Somos os jovens
Então grite
Eles nos chamam de criança-problema
Passamos nossas vidas em julgamento
Andamos uma milha eterna
Somos a juventude selvagem
Estamos de pé e não vamos cair
Somos um e um por todos
Está escrito no muro
Somos a juventude selvagem"
Youth Gone Wild - Skid Row
sábado, 31 de março de 2007
Amor
Como é bom dar um sorriso
E receber um ainda mais lindo de volta
Dar carinho...
E receber aquele abraço sincero
Dar prazer
E sentir correspondência do outro
Como é bom amar
Cuidar
Dedicar-se
E receber um ainda mais lindo de volta
Dar carinho...
E receber aquele abraço sincero
Dar prazer
E sentir correspondência do outro
Como é bom amar
Cuidar
Dedicar-se
domingo, 18 de fevereiro de 2007
Violência
Ninguém consegue entender aquele que mata, aquele que tem um coração e uma alma sádica. O que se vê hoje em dia, cada vez mais próximo de nós é a violência. Os pobres cidadãos dizem não ter nada a ver com isso; a descrença e o desleixo pela sociedade tomaram conta de todos. Quem culpar? O governo? As favelas? Drogados? Traficantes? Polícia?
Alguém realmente leva toda a culpa? Como acabar com tudo isso para vivermos em um mundo de paz? Isso tudo terá algum dia um final feliz?
O mundo sempre foi cruel. Enquanto uns mandam, outros obedecem. Enquanto uns sofrem, outros em felicidade plena encontram-se.
O ser humando sempre esteve e sempre estará em busca da felicidade. Da felicidade própria. Ambiciosa e egoísta.
Não será esse o nosso maior erro?
Alguém realmente leva toda a culpa? Como acabar com tudo isso para vivermos em um mundo de paz? Isso tudo terá algum dia um final feliz?
O mundo sempre foi cruel. Enquanto uns mandam, outros obedecem. Enquanto uns sofrem, outros em felicidade plena encontram-se.
O ser humando sempre esteve e sempre estará em busca da felicidade. Da felicidade própria. Ambiciosa e egoísta.
Não será esse o nosso maior erro?
quinta-feira, 23 de novembro de 2006
A máscara da sociedade
Aquele velho maltrapilho,
aquele mesmo que você finge que não vê, todos os dias quando passa pelo calçadão do centro da cidade,
Ele um dia foi alguém, que teve mulher, família e filhos para cuidar.
Teve um lar, emprego, roupas, banho e comida...
Agora, pelo desejo do destino,
Ele está lá, a pedir, beber, roubar!
A dormir no frio, sujo,
A ser mais um a perturbar, como diria assim, a sociedade esteriotipada na qual vivemos.
É, ele está lá para perturbar...
aquele mesmo que você finge que não vê, todos os dias quando passa pelo calçadão do centro da cidade,
Ele um dia foi alguém, que teve mulher, família e filhos para cuidar.
Teve um lar, emprego, roupas, banho e comida...
Agora, pelo desejo do destino,
Ele está lá, a pedir, beber, roubar!
A dormir no frio, sujo,
A ser mais um a perturbar, como diria assim, a sociedade esteriotipada na qual vivemos.
É, ele está lá para perturbar...
domingo, 3 de setembro de 2006
Penso, logo existo
"Penso, logo existo". Hum... Frase que gera tanta discórdia a certos grupos, mas que diz tudo sobre o ser humano. E a continuação dela seria talvez: "Expresso, logo penso". Seria bom se todos aqueles gênios que ficam trancados em um quarto filosofando sobre a vida pudessem logo expôr suas idéias mirabolantes e colocá-las em prática. Questões sobre existência, política e até sobre o orkut podem ser altamente construtivas.
Por que não tentar?
Por que não tentar?
segunda-feira, 8 de maio de 2006
O Culpado
Contra quem?
Pobre, rico, ou ignorantes?
Difícil diferenciar
Fácil culpar o ingênuo
Aquele que é o fruto de toda a podridão do sistema
Aquele que nada pode fazer
E que ninguém faz por ele
Aquele que é uma mera poeira
No meio de tanta poluição
Líderes aproveitam-se dos fracos
E os fazem robôs, maníacos, fanáticos
Que no desespero,
Matam, Odeiam, Criticam
De outro lado
O megalomaníaco
Que não pensa
Apenas absorve o nada
Faz fotossíntese com os verdes
E que Deus abençoe a América
Não há certo nem errado
O mundo é assim mesmo
Cabeças pensam por si próprias
E tudo está ok
Pobre, rico, ou ignorantes?
Difícil diferenciar
Fácil culpar o ingênuo
Aquele que é o fruto de toda a podridão do sistema
Aquele que nada pode fazer
E que ninguém faz por ele
Aquele que é uma mera poeira
No meio de tanta poluição
Líderes aproveitam-se dos fracos
E os fazem robôs, maníacos, fanáticos
Que no desespero,
Matam, Odeiam, Criticam
De outro lado
O megalomaníaco
Que não pensa
Apenas absorve o nada
Faz fotossíntese com os verdes
E que Deus abençoe a América
Não há certo nem errado
O mundo é assim mesmo
Cabeças pensam por si próprias
E tudo está ok
segunda-feira, 30 de janeiro de 2006
Prólogo de Zarathustra
"Mostro-vos o super-homem. O homem é algo que deve ser sobrepujado. Que tendes feito para sobrepujá-lo ? Todos os seres até hoje criaram alguma coisa superior a si mesmos; e vós quereis ser o refluxo deste grande fluxo e até mesmo retroceder às bestas, em vez de superar o homem?"
O "Übermensch" (sobre-humano). O "super-homem" de Nietzsche é o pináculo que o homem poderia conquistar, estando acima de qualquer lei, regra ou superstição, das quais somos manipulados desde que nascemos. O "Übermensch", personagem que no prólogo é chamado de Zarathustra, é seu próprio senhor e para ele não existem medos, apreensões ou ressentimentos. A cada situação, é capaz de se tornar "servo" ou "líder", desde que necessário.
O homem, porém, está distante dessa criatura potencial, pois sua mentalidade é de escravo - seja de algum deus, seja do próprio objeto do homem.
(Friedrich Nietzsche - 1883)
O "Übermensch" (sobre-humano). O "super-homem" de Nietzsche é o pináculo que o homem poderia conquistar, estando acima de qualquer lei, regra ou superstição, das quais somos manipulados desde que nascemos. O "Übermensch", personagem que no prólogo é chamado de Zarathustra, é seu próprio senhor e para ele não existem medos, apreensões ou ressentimentos. A cada situação, é capaz de se tornar "servo" ou "líder", desde que necessário.
O homem, porém, está distante dessa criatura potencial, pois sua mentalidade é de escravo - seja de algum deus, seja do próprio objeto do homem.
sexta-feira, 27 de janeiro de 2006
quarta-feira, 11 de janeiro de 2006
domingo, 1 de janeiro de 2006
Eterna Recorrência dos tempos
Nietzsche acreditava que existe no cosmos um número finito de "quanta de potência" - que possivelmente gera potencialidade a vida e a toda história - e que ao se arranjarem no Universo, se repetem ao longo do tempo infinito, de períodos em períodos.
Eternamente os tempos serão os mesmos. Nossas vidas e todos os acontecimentos se repetirão quando as "quanta de potência" acabarem seu ciclo e o reiniciarem novamente.
Agora, imagine sua vida assim, nas palavras de Nietzsche:
"Se um dia ou uma noite, um demônio se esgueirasse até você e, penetrando na sua mais solitária solidão, lhe dissesse: "Esta vida, da maneira como você vive agora e já viveu antes, você terá que vivê-la mais uma vez e outras inumeráveis vezes; e não haverá nada de novo nela, mas cada tormento e cada alegria e cada pensamento ou suspiro e cada coisa imensuravelmente pequena ou grande em sua vida, deverá retornar a você — tudo na mesma sucessão e seqüência..." Como não atirar-se ao chão, rangendo os dentes e amaldiçoando o demônio que assim lhe falou? Ou você alguma vez já experimentou aquele formidável momento em que teria respondido a ele: "És um deus, e jamais havia escutado algo mais divino."... Como teria você se tornado tão bem disposto perante você mesmo e a vida para chegar a não desejar coisa alguma mais ardentemente que este supremo desígnio e esta confirmação eterna?"
Eternamente os tempos serão os mesmos. Nossas vidas e todos os acontecimentos se repetirão quando as "quanta de potência" acabarem seu ciclo e o reiniciarem novamente.
Agora, imagine sua vida assim, nas palavras de Nietzsche:
"Se um dia ou uma noite, um demônio se esgueirasse até você e, penetrando na sua mais solitária solidão, lhe dissesse: "Esta vida, da maneira como você vive agora e já viveu antes, você terá que vivê-la mais uma vez e outras inumeráveis vezes; e não haverá nada de novo nela, mas cada tormento e cada alegria e cada pensamento ou suspiro e cada coisa imensuravelmente pequena ou grande em sua vida, deverá retornar a você — tudo na mesma sucessão e seqüência..." Como não atirar-se ao chão, rangendo os dentes e amaldiçoando o demônio que assim lhe falou? Ou você alguma vez já experimentou aquele formidável momento em que teria respondido a ele: "És um deus, e jamais havia escutado algo mais divino."... Como teria você se tornado tão bem disposto perante você mesmo e a vida para chegar a não desejar coisa alguma mais ardentemente que este supremo desígnio e esta confirmação eterna?"
quinta-feira, 17 de novembro de 2005
Geni e o zepelim
[ Chico Buarque / 1977-1978 ]
De tudo que é nego torto
Do mangue e do cais do porto
Ela já foi namorada
O seu corpo é dos errantes
Dos cegos, dos retirantes
É de quem não tem mais nada
Dá-se assim desde menina
Na garagem, na cantina
Atrás do tanque, no mato
É a rainha dos detentos
Das loucas, dos lazarentos
Dos moleques do internato
E também vai amiúde
Co'os velhinhos sem saúde
E as viúvas sem porvir
Ela é um poço de bondade
E é por isso que a cidade
Vive sempre a repetir
Joga pedra na Geni
Joga pedra na Geni
Ela é feita pra apanhar
Ela é boa de cuspir
Ela dá pra qualquer um
Maldita Geni
Um dia surgiu, brilhante
Entre as nuvens, flutuante
Um enorme zepelim
Pairou sobre os edifícios
Abriu dois mil orifícios
Com dois mil canhões assim
A cidade apavorada
Se quedou paralisada
Pronta pra virar geléia
Mas do zepelim gigante
Desceu o seu comandante
Dizendo - Mudei de idéia
- Quando vi nesta cidade
- Tanto horror e iniquidade
- Resolvi tudo explodir
- Mas posso evitar o drama
- Se aquela famosa dama
- Esta noite me servir
Essa dama era Geni
Mas não pode ser Geni
Ela é feita pra apanhar
Ela é boa de cuspir
Ela dá pra qualquer um
Maldita Geni
Mas de fato, logo ela
Tão coitad e tão singela
Cativara o forasteiro
O guerreiro tão vistoso
Tão temido e poderoso
Era dela, prisioneiro
Acontece que a donzela
- e isso era segredo dela
Também tinha seus caprichos
E a deitar com homem tão nobre
Tão cheirando a brilho e a cobre
Preferia amar com os bichos
Ao ouvir tal heresia
A cidade em romaria
Foi beijar a sua mão
O prefeito de joelhos
O bispo de olhos vermelhos
E o banqueiro com um milhão
Vai com ele, vai Geni
Vai com ele, vai Geni
Você pode nos salvar
Você vai nos redimir
Você dá pra qualquer um
Bendita Geni
Foram tantos os pedidos
Tão sinceros tão sentidos
Que ela dominou seu asco
Nessa noite lancinante
Entregou-se a tal amante
Como quem dá-se ao carrasco
Ele fez tanta sujeira
Lambuzou-se a noite inteira
Até ficar saciado
E nem bem amanhecia
Partiu numa nuvem fria
Com seu zepelim prateado
Num suspiro aliviado
Ela se virou de lado
E tentou até sorrir
Mas logo raiou o dia
E a cidade em cantoria
Não deixou ela dormir
Joga pedra na Geni
Joga bosta na Geni
Ela é feita pra apanhar
Ela é boa de cuspir
Ela dá pra qualquer um
Maldita Geni
De tudo que é nego torto
Do mangue e do cais do porto
Ela já foi namorada
O seu corpo é dos errantes
Dos cegos, dos retirantes
É de quem não tem mais nada
Dá-se assim desde menina
Na garagem, na cantina
Atrás do tanque, no mato
É a rainha dos detentos
Das loucas, dos lazarentos
Dos moleques do internato
E também vai amiúde
Co'os velhinhos sem saúde
E as viúvas sem porvir
Ela é um poço de bondade
E é por isso que a cidade
Vive sempre a repetir
Joga pedra na Geni
Joga pedra na Geni
Ela é feita pra apanhar
Ela é boa de cuspir
Ela dá pra qualquer um
Maldita Geni
Um dia surgiu, brilhante
Entre as nuvens, flutuante
Um enorme zepelim
Pairou sobre os edifícios
Abriu dois mil orifícios
Com dois mil canhões assim
A cidade apavorada
Se quedou paralisada
Pronta pra virar geléia
Mas do zepelim gigante
Desceu o seu comandante
Dizendo - Mudei de idéia
- Quando vi nesta cidade
- Tanto horror e iniquidade
- Resolvi tudo explodir
- Mas posso evitar o drama
- Se aquela famosa dama
- Esta noite me servir
Essa dama era Geni
Mas não pode ser Geni
Ela é feita pra apanhar
Ela é boa de cuspir
Ela dá pra qualquer um
Maldita Geni
Mas de fato, logo ela
Tão coitad e tão singela
Cativara o forasteiro
O guerreiro tão vistoso
Tão temido e poderoso
Era dela, prisioneiro
Acontece que a donzela
- e isso era segredo dela
Também tinha seus caprichos
E a deitar com homem tão nobre
Tão cheirando a brilho e a cobre
Preferia amar com os bichos
Ao ouvir tal heresia
A cidade em romaria
Foi beijar a sua mão
O prefeito de joelhos
O bispo de olhos vermelhos
E o banqueiro com um milhão
Vai com ele, vai Geni
Vai com ele, vai Geni
Você pode nos salvar
Você vai nos redimir
Você dá pra qualquer um
Bendita Geni
Foram tantos os pedidos
Tão sinceros tão sentidos
Que ela dominou seu asco
Nessa noite lancinante
Entregou-se a tal amante
Como quem dá-se ao carrasco
Ele fez tanta sujeira
Lambuzou-se a noite inteira
Até ficar saciado
E nem bem amanhecia
Partiu numa nuvem fria
Com seu zepelim prateado
Num suspiro aliviado
Ela se virou de lado
E tentou até sorrir
Mas logo raiou o dia
E a cidade em cantoria
Não deixou ela dormir
Joga pedra na Geni
Joga bosta na Geni
Ela é feita pra apanhar
Ela é boa de cuspir
Ela dá pra qualquer um
Maldita Geni
sábado, 15 de outubro de 2005
Pagu
Mexo e remexo na inquisição
Só quem já morreu na fogueira
sabe o que que é ser carvão
Eu sou pau pra toda obra
Deus dá asas à minha cobra
Minha força não é bruta
Não sou freira,
nem sou puta
Porque nem Toda feiticeira é corcunda
Nem toda brasileira é bunda
Meu peito não é de silicone
Sou mais macho que muito homem
Sou rainha do meu tanque
Sou Pagu
indignada no palanque
Fama de porra louca...
tudo bem
Minha mãe é Maria ninguém
Não sou atriz
Modelo ou dançarina
Meu buraco é mais em cima
Porque nem Toda feiticeira é corcunda
NemToda brasileira é bunda
Meu peito não é de silicone
Sou mais macho que muito homem
Só quem já morreu na fogueira
sabe o que que é ser carvão
Eu sou pau pra toda obra
Deus dá asas à minha cobra
Minha força não é bruta
Não sou freira,
nem sou puta
Porque nem Toda feiticeira é corcunda
Nem toda brasileira é bunda
Meu peito não é de silicone
Sou mais macho que muito homem
Sou rainha do meu tanque
Sou Pagu
indignada no palanque
Fama de porra louca...
tudo bem
Minha mãe é Maria ninguém
Não sou atriz
Modelo ou dançarina
Meu buraco é mais em cima
Porque nem Toda feiticeira é corcunda
NemToda brasileira é bunda
Meu peito não é de silicone
Sou mais macho que muito homem
Rita Lee/Zelia Duncan
segunda-feira, 5 de setembro de 2005
Parasita
Não vês o quanto é podre por dentro?
És um câncer
Que se expande a cada dia
Alienado em teu estúpido mundinho
Sinto nojo de ti
És um vírus
Perigoso, traiçoeiro
Vive em silêncio
Porém com o potencial
Da pior arma biológica
Pareces não incomodar,
Mas é esse teu parasitismo
Que mais me incomoda
Exploda-te, infeliz!
És um câncer
Que se expande a cada dia
Alienado em teu estúpido mundinho
Sinto nojo de ti
És um vírus
Perigoso, traiçoeiro
Vive em silêncio
Porém com o potencial
Da pior arma biológica
Pareces não incomodar,
Mas é esse teu parasitismo
Que mais me incomoda
Exploda-te, infeliz!
domingo, 14 de agosto de 2005
Luta
Tarefa árdua essa, mas vou lutar
Quero descobrir a cada dia mais
Quem eu realmente sou
O que vejo, o que penso
Onde está
Meu verdadeiro objetivo
O meu eu.
Triste é quando me conformo
Em ser mais uma
Em pensar não ser capaz.
Quero descobrir a cada dia mais
Quem eu realmente sou
O que vejo, o que penso
Onde está
Meu verdadeiro objetivo
O meu eu.
Triste é quando me conformo
Em ser mais uma
Em pensar não ser capaz.
domingo, 7 de agosto de 2005
Espero que não sirva a carapuça...
Pseudo-anarkos. Só fazem asneira. Pensam que boicotar o Mc Donalds, quebrando as lojas por aí vai adiantar alguma coisa. Achei uma vez num site um adjetivo bem legal para eles: "pseudo-revoltadinho vestido de preto com spikes no braço e vocabuláriuo chulo, que se acha cheio de 'atitude' ". Eles têm a cabeça fechada; na maioria das vezes têm esse tipo de atitude apenas porque acham que tem que quebrar tudo aquilo que diz respeito ao "sistema" é a solução. Parece até que não sabem que dinheiro para os burgueses não é nada. No outro dia já está tudo em ordem. Adiantou alguma coisa? Não. E não vai adiantar. Atitudes de vandalismo não fazem parte do ideal anarquista, e muito menos aquilo que gera violência.
Kropotkin, Emma Goldman? Quem são esses?
Kropotkin, Emma Goldman? Quem são esses?
segunda-feira, 25 de julho de 2005
Contradição?
A Cris me inspirou depois daquele comentário. Acho que essa é a melhor frase do filme Matrix: "A ignorância é uma bênção"! Não só a melhor mas também a que mais se podem tirar conclusões "filosóficas". Em um post mais antigo, eu disse sobre a "Praga da ignorância". Mas é difícil falar sobre algo que nos faz tão humanos. Faz parte do ser humano utilizar a ignorância para sua própria felicidade, na maioria das vezes de forma egocentrista. Necessitamos não somente da sabedoria para vivermos felizes.
O problema é quando a ignorância ultrapassa os limites dos quais a sociedade precisa para caminhar em harmonia. Ou seja, nem sempre a ignorânia é uma benção. Depende da forma de como essa ignorânia vai limitar a liberdade do próximo. Aí está a raiz da maior parte das desigualdades humanas e ideais egoístas, em minha opinião.
Já o outro tipo de ignorância, o que não é o caso do filme, é como por exemplo a do analfabeto político, como nesse texto de Bertold Brecht:
O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais.
O problema é quando a ignorância ultrapassa os limites dos quais a sociedade precisa para caminhar em harmonia. Ou seja, nem sempre a ignorânia é uma benção. Depende da forma de como essa ignorânia vai limitar a liberdade do próximo. Aí está a raiz da maior parte das desigualdades humanas e ideais egoístas, em minha opinião.
Já o outro tipo de ignorância, o que não é o caso do filme, é como por exemplo a do analfabeto político, como nesse texto de Bertold Brecht:
O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais.
domingo, 17 de julho de 2005
Proudhon e a educação
"... além das derivas que conduzem o seu impulso à escritura, nós apercebemo-nos que o sentido englobante dado por Proudhon ao conceito de “educação” leva-o a tratar tudo como um especialista, menos ainda como um técnico. O de libertar-se dos determinismos da natureza como dos da sociedade.
No fundo, se Proudhon, mais que alguém persuadido pela importância essencial da educação, tem no total escrito pouco sobre o assunto, e em todo o caso nunca lhe foi consagrado um exposto sistemático, é porque provavelmente ela é para si neste ponto fulcral importante, não sabendo tratá-la de uma forma isolada. Ela aplica-se a tudo o que diz respeito ao desenvolvimento humano, individual e social, é uma dimensão de todas as questões que coloca o futuro do homem e dos progressos que ele é capaz de juntar.
É isto que exprime esta declaração, no início e para assim no preâmbulo do estudo da Justiça evocada mais alto, que tem justamente como característica não isolar o tema educativo de cada um dos outros. Pelo contrário, ela insere-a no conjunto dos pontos de vista proudhonianos, para formar o objectivo final e o movimento a que pode conduzir:
“A educação […] constitui uma arte, a mais difícil de todas as artes; uma ciência, a mais complicada de todas as ciências, já que ela consiste em informar as mesmas verdades dos espíritos que não são semelhantes; a ter os mesmos deveres dos corações que não se abrem do mesmo lado da Justiça. A educação é a função mais importante da sociedade, aquela que tem ocupado mais as legislativas e o judicioso” ( Justiça, II, 333-336 ).
Não saberia portanto de admirar que o condensado do pensamento do nosso autor a este respeito, tinha tomado um lugar de destaque na ambiciosa obra onde Proudhon da maturidade quis juntar o conjunto do seu método, da sua moral e da sua filosofia social. Dando acima de tudo confiança às capacidades propriamente indefinidas da razão humana, o reformador afirma que apesar dos acolhimentos provisórios e mesmo da eventualidade - que o assusta - de um insucesso final, inscrito na própria liberdade, a virtude e o direito triunfarão. A Justiça, que é a plenitude do humano, impor-se-à. Ou então tudo se perderá.
Educar, educar sem trégua nem descanso, é a única forma de fazer emergir progressivamente esta ideia soberana da Justiça, para que ela se realize um dia senão na sua plenitude, ao menos com a aproximação mais parecida. É assim que o que é sempre tido por um observador e um analista das realidades, não excluem mesmo a hipótese pior, revela afinal de contas um optimista profundo, portanto activo.
O combate não parará nunca, porque a liberdade e a igualdade não são “naturais” mas adquiridas. Ou sobretudo conquistas para serem partilhadas. A humanidade será no futuro, mais progresso onde ela é capaz de só obter o concurso com todos os seus membros. “Democracia” é demopedia, educação do povo”, repete Proudhon ( Carnets, 5-12-51 e Cor. IV-217 ). Contudo, o homem está só face a ultrapassar a sua animalidade pela razão, ele é também indefinidamente perceptível. É preciso, portanto apostar sobre esta capacidade de evolução. Ela só pode conduzir a este respeito dos outros que não é definitivo que o amor consequente de si mesmo. Educação do povo e revolução autêntica são sinónimos. Ainda falta demonstrá-lo."
-> Texto retirado do site http://www.nodo50.org
No fundo, se Proudhon, mais que alguém persuadido pela importância essencial da educação, tem no total escrito pouco sobre o assunto, e em todo o caso nunca lhe foi consagrado um exposto sistemático, é porque provavelmente ela é para si neste ponto fulcral importante, não sabendo tratá-la de uma forma isolada. Ela aplica-se a tudo o que diz respeito ao desenvolvimento humano, individual e social, é uma dimensão de todas as questões que coloca o futuro do homem e dos progressos que ele é capaz de juntar.
É isto que exprime esta declaração, no início e para assim no preâmbulo do estudo da Justiça evocada mais alto, que tem justamente como característica não isolar o tema educativo de cada um dos outros. Pelo contrário, ela insere-a no conjunto dos pontos de vista proudhonianos, para formar o objectivo final e o movimento a que pode conduzir:
“A educação […] constitui uma arte, a mais difícil de todas as artes; uma ciência, a mais complicada de todas as ciências, já que ela consiste em informar as mesmas verdades dos espíritos que não são semelhantes; a ter os mesmos deveres dos corações que não se abrem do mesmo lado da Justiça. A educação é a função mais importante da sociedade, aquela que tem ocupado mais as legislativas e o judicioso” ( Justiça, II, 333-336 ).
Não saberia portanto de admirar que o condensado do pensamento do nosso autor a este respeito, tinha tomado um lugar de destaque na ambiciosa obra onde Proudhon da maturidade quis juntar o conjunto do seu método, da sua moral e da sua filosofia social. Dando acima de tudo confiança às capacidades propriamente indefinidas da razão humana, o reformador afirma que apesar dos acolhimentos provisórios e mesmo da eventualidade - que o assusta - de um insucesso final, inscrito na própria liberdade, a virtude e o direito triunfarão. A Justiça, que é a plenitude do humano, impor-se-à. Ou então tudo se perderá.
Educar, educar sem trégua nem descanso, é a única forma de fazer emergir progressivamente esta ideia soberana da Justiça, para que ela se realize um dia senão na sua plenitude, ao menos com a aproximação mais parecida. É assim que o que é sempre tido por um observador e um analista das realidades, não excluem mesmo a hipótese pior, revela afinal de contas um optimista profundo, portanto activo.
O combate não parará nunca, porque a liberdade e a igualdade não são “naturais” mas adquiridas. Ou sobretudo conquistas para serem partilhadas. A humanidade será no futuro, mais progresso onde ela é capaz de só obter o concurso com todos os seus membros. “Democracia” é demopedia, educação do povo”, repete Proudhon ( Carnets, 5-12-51 e Cor. IV-217 ). Contudo, o homem está só face a ultrapassar a sua animalidade pela razão, ele é também indefinidamente perceptível. É preciso, portanto apostar sobre esta capacidade de evolução. Ela só pode conduzir a este respeito dos outros que não é definitivo que o amor consequente de si mesmo. Educação do povo e revolução autêntica são sinónimos. Ainda falta demonstrá-lo."
-> Texto retirado do site http://www.nodo50.org
Eu sei mas não devia...
"Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.
A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor.
E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora.
E porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas.
E porque não abre as cortinas logo se acostuma
a acender cedo a luz.
E a medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
A gente se acostuma a acordar de manhã
sobressaltado porque está na hora.
A tomar o café correndo porque está atrasado.
A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem.
A comer sanduiche porque não dá para almoçar.
A sair do trabalho porque já é noite.
A cochilar no ônibus porque está cansado.
A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.
A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e
ouvir no telefone: hoje não posso ir.
A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso
de volta.
A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.
A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita.
E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar.
E a pagar mais do que as coisas valem.
E a saber que cada vez pagará mais.
E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.
A gente se acostuma à poluição.
Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro.
À luz artificial de ligeiro tremor.
Ao choque que os olhos levam na luz natural.
Às bactérias de água potável.
Agente se acostuma a coisas demais, para não sofrer.
Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá.
Se a praia está contaminada a gente molha só os pés e sua no resto do corpo.
Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço.
Se o trabalho está duro a gente se consola pensando no fim de semana.
E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.
A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele.
Se acostuma para evitar feridas, sangramentos,
para poupar o peito.
A gente se acostuma para poupar a vida.
Que aos poucos se gasta, e que gasta de tanto se acostumar, e se perde de si mesma."
-> Texto de Marina Colassanti
A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor.
E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora.
E porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas.
E porque não abre as cortinas logo se acostuma
a acender cedo a luz.
E a medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
A gente se acostuma a acordar de manhã
sobressaltado porque está na hora.
A tomar o café correndo porque está atrasado.
A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem.
A comer sanduiche porque não dá para almoçar.
A sair do trabalho porque já é noite.
A cochilar no ônibus porque está cansado.
A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.
A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e
ouvir no telefone: hoje não posso ir.
A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso
de volta.
A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.
A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita.
E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar.
E a pagar mais do que as coisas valem.
E a saber que cada vez pagará mais.
E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.
A gente se acostuma à poluição.
Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro.
À luz artificial de ligeiro tremor.
Ao choque que os olhos levam na luz natural.
Às bactérias de água potável.
Agente se acostuma a coisas demais, para não sofrer.
Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá.
Se a praia está contaminada a gente molha só os pés e sua no resto do corpo.
Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço.
Se o trabalho está duro a gente se consola pensando no fim de semana.
E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.
A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele.
Se acostuma para evitar feridas, sangramentos,
para poupar o peito.
A gente se acostuma para poupar a vida.
Que aos poucos se gasta, e que gasta de tanto se acostumar, e se perde de si mesma."
-> Texto de Marina Colassanti
quinta-feira, 14 de julho de 2005
O feio mundo "belo"
Hitler um dia sonhou com um belo conto de fadas. Sonhou com a Alemanha perfeita, aos modelos clássicos, tanto na arte, arquitetura, como nos corpos perfeitos, ao jeitinho grego. Imaginou tudo em perfeita harmonia: loiros e loiras de olhos azuis, fortes, saudáveis, superiores! E todos eles procurando por um objetivo comum, o de exterminar as raças inferiores e formar o mais novo "reich"! Tudo por um mundo mais bonito! Oh, belo nazismo!!!
Então acordou... fez a cabeça de milhares de pessoas, não somente a dos alemães, com esse "magnífico" conto!
Mas Hitler nunca parou para pensar se o que ele fazia de tão belo ao mundo era também belo aos olhares dos outros povos, ou mesmo aos olhares dos próprios alemães. Apenas fez. Não questionou e também não deixou que outros questionassem. Confundiu aquele conto de fadas com a realidade. Cometeu assim gravíssimos genocídios, os quais tiveram muitas vítimas inocentes. Não percebeu que a raça pura ariana nunca existiria, pois sem a variabilidade gênica, o ser humano nunca viveria por tanto tempo. Reprimiu muita gente, tornando-se um ditador. Não viu o quão errado ele fazia em brincar com a realidade.
Então acordou... fez a cabeça de milhares de pessoas, não somente a dos alemães, com esse "magnífico" conto!
Mas Hitler nunca parou para pensar se o que ele fazia de tão belo ao mundo era também belo aos olhares dos outros povos, ou mesmo aos olhares dos próprios alemães. Apenas fez. Não questionou e também não deixou que outros questionassem. Confundiu aquele conto de fadas com a realidade. Cometeu assim gravíssimos genocídios, os quais tiveram muitas vítimas inocentes. Não percebeu que a raça pura ariana nunca existiria, pois sem a variabilidade gênica, o ser humano nunca viveria por tanto tempo. Reprimiu muita gente, tornando-se um ditador. Não viu o quão errado ele fazia em brincar com a realidade.
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